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Pretice, a Gata de Sorte

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Logo depois que recolhemos a Tika, e do sumiço do Tiko, a “Maria-junta-gato” aqui começou atrair mais gatinhos… Alguém, em alguma madrugada, jogou uma caixa cheia de filhotes de gato no bosque debaixo da nossa casa. E mais um gato preto um pouco mais velho que os outros filhotes (aprox. uns 3 ou 4 meses).

Foi um desespero. Aquele monte de filhotes miando, e a gente já cheio de gatos em casa, e minha mãe me dizendo “e agora?”, mas enfim, juntamos aquela gataradinha, menos o gato preto maiorzinho, pois era muito arisco e não deixávamos chegar perto dele.

Conseguimos fazer os filhotes aprenderem a comer, e anunciamos a doação deles no jornal em que o meu pai trabalha. Um a um, fomos dando os filhotes para suas novas famílias. Mas o gatinho preto maior não teve jeito, era muito arisco e não conseguíamos chegar perto dele, era muito rápido e esperto. Entrava pela porta dos fundos, comia a ração dos nossos gatos rapidamente e fugia, mas não saia de perto da nossa casa.

Com o tempo fomos amançando o gatinho, até que se tornou de casa. Descobrimos que era uma gatinha, era muito esperta e ligeira, mas não cresceu muito, ficou bem menor do que os outros gatos que tínhamos, talvez, devido à desnutrição que sofreu até chegar em nossa casa. Perto da Tika então (que era sua melhor amiga), ficava minúscula, pois a Tika era uma gata enorme já para os padrões de gato.

Primeiramente, nós a chamamos de “Lambis”, que derivou de Lambisgóia. Sim, ela era uma lambisgóiazinha! porque era muito geniosa e era difícil pegá-la pra dar remédio, pentear, na hora que a gente ia dormir e colocar os gatos pra dentro ela resolvia que queria dar passeios pela rua… Mas um tempo depois deixou de ser Lambis para ser Pretice. Seu nível de Lambisgoíce diminuiu muito com o passar do tempo. Acho que era rebeldia de adolescência.

Algum tempo depois, Pretice entrou no cio e ficou prenhe, e logo em seguida foi atropelada, e ficou com uma das perninhas traseiras quebrada, mas sem nenhum ferimento aparente. Imobilizamos do jeito que conseguimos, e fizemos uma caminha especial para ela, com toalhas e cobertores, em um dos sofás da sala. Só que ela insistia em ficar no sofá maior, e os panos dela ficavam no outro sofá (que usávamos menos),e não teve jeito de ela ficar lá. Ela queria estar perto da gente, e lá era onde nós ficávamos.

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Pretice e Lilika, sua primeira filhotinha! Pretice é tão pequena, que Lilika ainda filhote já quase alcançava o tamanho da mãe!

 

Transferimos os panos dela para o outro sofá e lá ela ficou. Com a perna quebrada e prenhe. Ficamos pensando se ela iria resistir à gravidez e à perna machucada, ainda mais que era uma gata muito pequenininha para aguentar uma gravidez. Mas resistiu, e teve seus filhotes ali… no sofá. Se não me engano ela teve 2 filhotes, mas sobreviveu só a Lilika, que também acabei ficando. E nos apegamos tanto à ela que, quando nasceram os filhotes, ficamos todos babando, como se fossem bebês de verdade.

Já fazem uns 5 anos que ela foi adotada por nós, e desde lá ela é muito companheira do meu pai, esperta, mas muito passeadeira. Tanto que foi atropelada grávida, e no ano passado, novamente foi machucada na cabeça. Não foi um atropelamento, foi alguém que deu uma paulada na cabeça dela. Seu olhinho esquerdo saltou da cabeça e não tivemos como recuperar.  Agora ela tem apenas um olho.

A Pretice nos cativou, com seu jeito “sapeca” de ser. Muito brincalhona, inteligente, e responsável com seus filhotes. Ela mora com meu pai (pois é mega apegada à ele), junto com a gata Teka. Nós ficamos com ela sem querer, não era nossa intenção ter mais um gato na época. Mas não sei dizer se aquele atropelamento foi um golpe de sorte ou azar, pois foi por esse motivo que não tivemos coragem de doá-la. Gatinha de Sorte!

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