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Fenícia, uma gatinha especial na vida de Bárbara

A leitora, e também minha amiga virtual de muitos anos, Bárbara Proença, é uma carioca muito querida e amável, e há algum tempo encontrou uma companhia e tanto: sua gatinha Fenícia. Leia agora a história de Bárbara e Fenícia, mais um encontro feliz entre humanos e felinos.

“Eu sempre gostei de animais desde criança, mas minha vó (sempre morei com ela), não deixava eu adotar um. Achava muita que era responsabilidade e também muito gasto. Agora com mais idade e mais responsabilidade resolvi adotar um. A primeira coisa que resolvi é que queria adotar. Com tantos gatos na rua precisando de carinho e amor, pra quê comprar um? Pra quê gastar uma grana pra ter um gato de raça, que ainda pode ter alguma doença genética, se existem “viras” lindos e únicos. A 2º coisa que resolvi era que queria um gato adulto. Na faculdade aprendi que animais adultos, que geralmente já sofreram na rua ou com outras pessoas, se tornam ótimos companheiros, porque depois de ganhar casa e comida eles se mostram muito agradecidos e fiéis ao dono até a morte.

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Concurso da Gata Molhada

As fotos desse post foi o Eduardo Masuda que mandou pro e-mail do Histórias de Gatos! Eu me diverti muito vendo! É o Concurso da Gata Molhada, e aí estão as candidatas! qual é a sua candidata preferida?

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Pretice, a Gata de Sorte

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Logo depois que recolhemos a Tika, e do sumiço do Tiko, a “Maria-junta-gato” aqui começou atrair mais gatinhos… Alguém, em alguma madrugada, jogou uma caixa cheia de filhotes de gato no bosque debaixo da nossa casa. E mais um gato preto um pouco mais velho que os outros filhotes (aprox. uns 3 ou 4 meses).

Foi um desespero. Aquele monte de filhotes miando, e a gente já cheio de gatos em casa, e minha mãe me dizendo “e agora?”, mas enfim, juntamos aquela gataradinha, menos o gato preto maiorzinho, pois era muito arisco e não deixávamos chegar perto dele.

Conseguimos fazer os filhotes aprenderem a comer, e anunciamos a doação deles no jornal em que o meu pai trabalha. Um a um, fomos dando os filhotes para suas novas famílias. Mas o gatinho preto maior não teve jeito, era muito arisco e não conseguíamos chegar perto dele, era muito rápido e esperto. Entrava pela porta dos fundos, comia a ração dos nossos gatos rapidamente e fugia, mas não saia de perto da nossa casa.

Com o tempo fomos amançando o gatinho, até que se tornou de casa. Descobrimos que era uma gatinha, era muito esperta e ligeira, mas não cresceu muito, ficou bem menor do que os outros gatos que tínhamos, talvez, devido à desnutrição que sofreu até chegar em nossa casa. Perto da Tika então (que era sua melhor amiga), ficava minúscula, pois a Tika era uma gata enorme já para os padrões de gato.

Primeiramente, nós a chamamos de “Lambis”, que derivou de Lambisgóia. Sim, ela era uma lambisgóiazinha! porque era muito geniosa e era difícil pegá-la pra dar remédio, pentear, na hora que a gente ia dormir e colocar os gatos pra dentro ela resolvia que queria dar passeios pela rua… Mas um tempo depois deixou de ser Lambis para ser Pretice. Seu nível de Lambisgoíce diminuiu muito com o passar do tempo. Acho que era rebeldia de adolescência.

Algum tempo depois, Pretice entrou no cio e ficou prenhe, e logo em seguida foi atropelada, e ficou com uma das perninhas traseiras quebrada, mas sem nenhum ferimento aparente. Imobilizamos do jeito que conseguimos, e fizemos uma caminha especial para ela, com toalhas e cobertores, em um dos sofás da sala. Só que ela insistia em ficar no sofá maior, e os panos dela ficavam no outro sofá (que usávamos menos),e não teve jeito de ela ficar lá. Ela queria estar perto da gente, e lá era onde nós ficávamos.

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Pretice e Lilika, sua primeira filhotinha! Pretice é tão pequena, que Lilika ainda filhote já quase alcançava o tamanho da mãe!

 

Transferimos os panos dela para o outro sofá e lá ela ficou. Com a perna quebrada e prenhe. Ficamos pensando se ela iria resistir à gravidez e à perna machucada, ainda mais que era uma gata muito pequenininha para aguentar uma gravidez. Mas resistiu, e teve seus filhotes ali… no sofá. Se não me engano ela teve 2 filhotes, mas sobreviveu só a Lilika, que também acabei ficando. E nos apegamos tanto à ela que, quando nasceram os filhotes, ficamos todos babando, como se fossem bebês de verdade.

Já fazem uns 5 anos que ela foi adotada por nós, e desde lá ela é muito companheira do meu pai, esperta, mas muito passeadeira. Tanto que foi atropelada grávida, e no ano passado, novamente foi machucada na cabeça. Não foi um atropelamento, foi alguém que deu uma paulada na cabeça dela. Seu olhinho esquerdo saltou da cabeça e não tivemos como recuperar.  Agora ela tem apenas um olho.

A Pretice nos cativou, com seu jeito “sapeca” de ser. Muito brincalhona, inteligente, e responsável com seus filhotes. Ela mora com meu pai (pois é mega apegada à ele), junto com a gata Teka. Nós ficamos com ela sem querer, não era nossa intenção ter mais um gato na época. Mas não sei dizer se aquele atropelamento foi um golpe de sorte ou azar, pois foi por esse motivo que não tivemos coragem de doá-la. Gatinha de Sorte!

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Tika dos Olhos cor de Mel

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Tika e seus lindos olhos cor de mel.

No mesmo ano que juntei o gato Tiko do lixo, no segundo semestre adotei uma princesa. A minha princesa de cauda longa e olhos cor de Mel, a Tika.

Eu estudava à tarde e fazia cursinho à noite na época, minha cabeça bombava de tanto estudar, mal tinha tempo de passar um tempinho com meus três gatos (Teka, Mimi e Tiko). Meu pai sempre me buscava depois das 23h no cursinho, eu chegava morta de cansada em casa, querendo minha cama e nada mais.

Minha casa era em um bairro de classe média, um dos bairros que eu julgo um dos mais bonitos de Pato Branco (PR), pois cada esquina tem um pequeno bosque, e entre um quarteirão e outro, há uma quadra inteira com bosques cheios de árvores, balanços e campos de futebol. A minha casa era de esquina, e na frente dela havia um bosque enorme, cheio de ipês, eucalípitos, amoreiras e abacateiros, e abaixo da minha casa, antes da rua que fazia esquina com a minha rua, também havia um bosque com pessegueiros, pitangueiras e outras árvores. Atravessando a rua deste bosque, havia um outro bosque, que acompanhava a rua inteira, inteligando todas as ruas perpendiculares à ela.

Quando meu pai me buscava do cursinho, ele vinha por esta rua de baixo da minha casa, e virava a esquina da nossa rua e estacionava na garagem. Devido à grande quantidade de àrvores, era amedrontador mergulhar os olhos para dentro dos bosques. Era tudo muito escuro, e a luz dos postes não alcançava muitos metros adentro dos árvores.

Certa noite, na minha jornada pós-cursinho, vi de relance num bosque dois pequenos pontos brilhantes, que refletiram a luz dos faróis do carro. Imaginei que fosse algum bichinho qualquer, há gambás, preás e outros pequenos mamíferos nesses bosques dos quais falei. Quando desembarquei do carro, ouvi um miado de longe. Aí o faro da “maria-junta-gato” entrou em ação. Falei pro meu pai: “Pai, você tá ouvindo um miado de filhotinho?”, ele respondeu que não, que devia ser um dos nossos gatos, pois eles sempre miavam na porta quando nós chegávamos em casa. Mas o que eu tinha ouvido era um miado diferente dos miados de nossos três gatos, que eram adultos. O que ouvi foi um filhotinho chamando sua mãe.

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Teka, a gatinha de Três patinhas

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Teka e sua mania de dormir na terra, entre as flores dos canteiros do jardim

 

Esta história foi há um bom tempo atrás, quando eu estava em minha pré-adolescente. Não consigo lembrar exatamente do ano, sou péssima para recordar datas. Mas foi num final de ano, entre novembro e dezembro, disso eu lembro muito bem.

Meu Pai, trabalhava (e trabalha até hoje), em um jornal regional na cidade de Pato Branco. A sede do jornal fica ao lado de um terreno grande, cheio de árvores frutíferas e flores, e o morador do terreno tinha alguns cachorros para cuidar do lote, da raça rottweiler.

Eis que naquele final de ano, alguém abandonou uma gatinha filhote por lá. Preta com branco, peludinha, uma graça. Algumas crianças (que eu diria que são ou muito ingênuas, ou muito maldosas), jogaram a gatinha dentro do canil dos rottweilers, e eles a atacaram, arrancando metade de uma de suas perninhas traseiras, e a deixando muito ferida no abdôme e costas.

 

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