Teka, a gatinha de Três patinhas

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Teka e sua mania de dormir na terra, entre as flores dos canteiros do jardim

 

Esta história foi há um bom tempo atrás, quando eu estava em minha pré-adolescente. Não consigo lembrar exatamente do ano, sou péssima para recordar datas. Mas foi num final de ano, entre novembro e dezembro, disso eu lembro muito bem.

Meu Pai, trabalhava (e trabalha até hoje), em um jornal regional na cidade de Pato Branco. A sede do jornal fica ao lado de um terreno grande, cheio de árvores frutíferas e flores, e o morador do terreno tinha alguns cachorros para cuidar do lote, da raça rottweiler.

Eis que naquele final de ano, alguém abandonou uma gatinha filhote por lá. Preta com branco, peludinha, uma graça. Algumas crianças (que eu diria que são ou muito ingênuas, ou muito maldosas), jogaram a gatinha dentro do canil dos rottweilers, e eles a atacaram, arrancando metade de uma de suas perninhas traseiras, e a deixando muito ferida no abdôme e costas.

 

O Dono dos cachorros, para se ver livre da encrenca, jogou a gatinha quase morta no pátio do estacionamento do Jornal, e o pessoal da redação, entre outros funcionários do jornal, ficaram chocados com o estado da gatinha. Todos se mobilizaram e cuidaram da gatinha, até que ela começou à se recuperar. Revezavam-se para dar comida nos finais de semana, levavam restos de almoço, compravam ração e tudo mais.

Ela foi melhorando, mas ficou um pouco arisca, devido ao trauma de ter sido jogada no canil dos rottweilers, fora que foi abandonada, passou fome, e ainda passava dor.

Dezembro foi se passando, e ela era a gatinha do jornal. Chegando o dia 31, meu pai ficou preocupado. Será que com a queima dos fogos na virada de ano, ela não ficaria assustada? e se corresse para a rua, e alguém à atropelasse? e se ela fugisse? No dia 31, antes do meio dia, meu pai foi até o jornal e a trouxe para casa, com a intenção de ela passar o ano novo conosco e no dia seguinte, seria levada ao jornal novamente.

Mas foi uma viagem sem volta. Nos apegamos muita à Teka! que até então não tinha nome, mas eu dei este nome à ela. Ela era muito fofa, linda, esperta e muito carinhosa. Não tivemos mais coragem de devolvê-la ao jornal, ela precisava de uma família. Lá no jornal ela tinha muitas pessoas, mas que iam lá brincar e afagá-la, mas nem todos tinham intenção de cuidá-la de verdade. Tanto que ninguém se prontificou à adotá-la.

Teka ficou conosco, e é muito apegada ao meu pai, pois foi ele quem mais cuidou dela, e ele que escolheu tê-la em nosso lar. Está até hoje morando com o meu pai, e os filhotes que ela tem são sempre incrivelmente lindos! parece que ela se “esforça” para ter os mais belos filhotes para compensar a falta da perninha.

Ela anda toda tortinha, pois dá pra ver que além dos cachorros terem comido a perna dela, eles tiraram vários ossos do quadril do lugar. E até para acariciá-la tem que ter cuidado, pois alguns lugares da região lombar quando acariciados, ela mia desesperada e se afasta. Até hoje ela não gosta de crianças, ficou bastante traumatizada. E de cachorros ela tem legítimo pavor, odeia, e agora ela é agressiva com eles. Quando algum se aproxima, ela não se intimida e ataca logo de uma vez.

Ela era muito amiga do Mimi (que agora está com a minha mãe, pois meus pais se separaram há algum tempo). Por ela não ter uma das patinhas, tinha uma das orelhas que ela não conseguia coçar. E o Mimi, prontamente estava lá, para coçar onde ela não podia. Os dois sempre foram muito independentes, mas sempre achavam um momento do dia para ficarem juntos.

A Teka é uma grande gata, que superou um momento difícil e hoje é um animal cheio de personalidade. Ela sempre demonstrou e ainda demonstra sua gratidão pelo meu pai, é incrível a afinidade que os dois tem um com o outro.

E Mesmo tendo apenas três patas, nunca deixou de caçar, de brincar, e até de se defender dos cachorros. É um exemplo até para nós humanos, pois ela não deixou de fazer as “coisas que os gatos fazem” por não possuir uma de suas patas.

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Teka é uma gata muito expressiva. Muitas vezes, ela nem precisava miar para sabermos se ela estava brava, com fome ou querendo carinho! Sua carinha já dizia tudo!

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4 Comments on "Teka, a gatinha de Três patinhas"

  1. nayara disse:

    gostei muito da historia da teka,eu tbm gsto muito de gatos eu tinha 5 gatos mais como as pessoas sao ruins mataram todos eles envenenados e jogaram eles na porta de minha casa, e todos nos ficamos muito tristes porque amavamos eles,hoje nos adotamos 2 gatinhas a tiqui e a paris!vlw

  2. Marta Costa Vale Rodrigues disse:

    Tenho uma relação com os gatos que considero não muito normal. Sou uma viciada, capaz de perseguir um gato na rua, apenas para sentir-lhe o cheiro. Gosto principalmente dos gatos negros, que considero estéticamente perfeitos. Ou será que é porque sofrem tanto preconceito e eu abomino a injustiça? Deixo o meu abraço aos gateiros, pois somos os guardiões dessas criaturas tão inteligentes e companheiras.

  3. rose disse:

    AMO GATOS sem esses bixinhos na nossa vida tudo fica meio sem sentido..os bixos em geral nos fazem ser pessoas melhores a cada dia.

  4. Lu disse:

    Pôxa, que historia mais linda!Eu também sou louca por gatos. (Vai saber o porquê, né?)Ah! Muito lindas as fotos da Teka. Principalmente a primeira. Parabéns!

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