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Fenícia, uma gatinha especial na vida de Bárbara

A leitora, e também minha amiga virtual de muitos anos, Bárbara Proença, é uma carioca muito querida e amável, e há algum tempo encontrou uma companhia e tanto: sua gatinha Fenícia. Leia agora a história de Bárbara e Fenícia, mais um encontro feliz entre humanos e felinos.

“Eu sempre gostei de animais desde criança, mas minha vó (sempre morei com ela), não deixava eu adotar um. Achava muita que era responsabilidade e também muito gasto. Agora com mais idade e mais responsabilidade resolvi adotar um. A primeira coisa que resolvi é que queria adotar. Com tantos gatos na rua precisando de carinho e amor, pra quê comprar um? Pra quê gastar uma grana pra ter um gato de raça, que ainda pode ter alguma doença genética, se existem “viras” lindos e únicos. A 2º coisa que resolvi era que queria um gato adulto. Na faculdade aprendi que animais adultos, que geralmente já sofreram na rua ou com outras pessoas, se tornam ótimos companheiros, porque depois de ganhar casa e comida eles se mostram muito agradecidos e fiéis ao dono até a morte.

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Mimo e Mel – Os Gatinhos de Cecília

Sempre que chega em casa depois do trabalho, Cecília é recebida carinhosamente por seus dois gatos: a Mel e o Mimo. Mel e Mimo são dois gatos muito queridos, tigradinhos na cor amarela. Acostumada a ser recebida por seus gatos, um dia Cecília estranhou que somente a Mel veio recebê-la. Estranho mesmo, pois segundo Cecília, Mimo é muito travesso, então não era nem um pouco normal o Mimo não ter vindo dar boas-vindas à sua dona. Cecília encontrou Mimo em sua cama, e Mimo nem levantou-se ao vê-la. Logo em seguida, Cecília lembrou-se que na noite anterior, Mimo havia vomitado no chão da sala, e no vômito tinha pedacinhos de folha de lírio.

O filho de Cecília pesquisou na internet o que poderia ser, e em um site, descobriu que o lírio é altamente tóxico para gatos, e que se um gato consumir lírio e o socorro não ocorrer em 48h, as toxinas do lírio podem causar falência dos rins e do fígado, ocasionando até a morte do gato. Foi aí que Cecília correu com Mimo para o veterinário, onde foi medicado e recebeu soro o dia todo.

Como o Mimo é um gato muito sapeca e forte, no dia seguinte estava melhor, já estava comendo e bebendo água, e é claro, aprontando suas travessuras de sempre!

Mimo

Esse é o Mimo… (olha a folga dele!)

Mel

… e essa é a Mel!

A História de Gato de hoje foi enviada por uma leitora, a Cecília. Foi a primeira história que recebi de leitores, e fiquei muito feliz em recebê-la no e-mail do Histórias de Gatos. Ainda tem mais algumas histórias enviadas por outros leitores, que em breve também serão publicadas aqui!

Se você também quer contar alguma história de seu gatinho, escreva pro Histórias de Gatos! Vou ficar muito feliz em receber sua história e compartilhar aqui com outros leitores!

Mimi, o Gato Siamês

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Sabem aquela frase, “o bom filho à casa torna”? Bom, com o Mimi foi bem assim. Mimi, antes de ser chamado por esse nome, era um dos filhotes de uma das muitas ninhadas da Maroca teve (Maroca uma gata siamesa que nós tinhamos há um tempo atrás). Colocamos os filhotes daquela ninhada da Maroca para doação, e o motorista de kombi que levava e trazia minha mãe do trabalho, o Didiano, levou o mimi para casa.

Mimi era o xodó de Didiano. Andava de kombi pra lá e pra cá, todo faceiro, nos ombros do dono, que andava sempre furado e arranhado. Volta e meia minha mãe chegava com alguma nova história que Didiano contava do gatinho siamês. E quando Didiano viajava, o Mimi “hospedava-se” lá em casa. Sempre foi muito querido e brincalhão.

Algum tempo depois, Didiano casou-se, e teve seu primeiro filho, e não pode mais ficar com o Mimi. Mas o Mimi era tão querido e bem cuidado pelo Didiano, que Didiano só doaria o Mimi se fosse para minha mãe. Claro que minha mãe não recusou, afinal, eu e meus pais jamais nos negamos à adotar um gatinho.

Didiano, de coração partido, entregou o Mimi para nós, e como o Mimi já era adulto, demorou um pouco para acostumar-se conosco, à casa e aos nossos outros gatos. Primeiro adaptou-se melhor com a minha mãe, pois ela o Mimi ainda lembrava. Com o tempo acostumou-se com tudo, e como Didiano o paparicava muito, nós tivemos que continuar as paparicações. Mimi sempre foi, e ainda é, cheio de manias, algumas até são divertidas.

Uma das manias, é sua dose diária de mortadela. Mas não é qualquer mortadela, tem que ser a de frango da Turma da Mônica (Perdigão). Se for oferecida à ele outra marca mortadela, o Mimi não come. Fora sua mania de subir nos guarda-roupas e armários. Ah, e tem também a mania de fazer xixi na pia do banheiro.

O Mimi nunca teve uma boa relação comigo. Na verdade, ele tem ciúmes da minha mãe. Minha mãe é propriedade exclusiva dele. Aí ele brigava comigo, me arranhava, mordia, meio que de brincadeira, mas já me machucou várias vezes. E o engraçado, é que quando eu ainda morava com a minha mãe, e eu ficava doente, o Mimi parecia “arrepender-se” das maldades que fazia comigo, e não desgrudava de mim um minuto. Eu estava de cama, com dor, com febre, e ele estava lá na cabeceira da cama, ou no travesseiro, me olhando fixamente, parecendo se preocupar comigo e querer minha melhora. Mas não adiantava, era eu melhorar, que a boa relação acabava.

Hoje, Mimi tem aproximadamente 9 ou 10 anos. Está aparentando sentir o peso da idade, mas mesmo assim continua com seus “pegas”, correndo pela casa e pelo sofá (para o desespero da minha vó, que agora é a preferida dele). Quando alguma das gatas tem filhotes, ele fica do lado da caixinha, e quando algum se mexe, dá uns tapas no gatinho pra brincar. Ele fica encantado com filhotes. E quando os filhotes começam a ficar espertos e sair da caixinha para brincar, é a maior alegria do Mimi. Ele parece voltar a ser filhote e brinca como uma criancinha. Só que por ele ser grande e pesado(é castrado), ele é bruto e acaba derrubando os filhotes, mas mesmo assim, os gatinhos adoram ele.

Quando meus pais ainda não tinham se separado, o Mimi era amigão da Teka, e ajudava ela a coçar o que não podia, pela falta que ela tem de uma das patinha. Mas aí, com a separação dos meus pais, “repartiram-se” os gatos também. Aí a Teka ficou com meu pai, e o Mimi ficou com a minha mãe. Nisso, Mimi acabou perdendo a grande amiga dele, maior dózinho, pois os dois se gostavam bastante.

Apesar da idade, e dos pêlos grisalhos no focinho e nos olhos, Mimi aparenta estar muito bem de saúde, se bem que à partir de agora, a gente pode esperar que ele vá apresentando mais sinais da idade, além das que já tem apresentado. Esperamos que ele tenha ainda muito tempo de vida, e é claro, com muita saúde. Ele é um membro da família, e como todo familiar, dita suas regras em casa, mas também nos proporciona muitas coisas boas, como seu carinho, suas brincadeiras, e suas massagens vigorosas que faz com as patinhas.

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Mimi, com sua fitinha vermelha no pescoço, para comemorar o Natal!

Pretice, a Gata de Sorte

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Logo depois que recolhemos a Tika, e do sumiço do Tiko, a “Maria-junta-gato” aqui começou atrair mais gatinhos… Alguém, em alguma madrugada, jogou uma caixa cheia de filhotes de gato no bosque debaixo da nossa casa. E mais um gato preto um pouco mais velho que os outros filhotes (aprox. uns 3 ou 4 meses).

Foi um desespero. Aquele monte de filhotes miando, e a gente já cheio de gatos em casa, e minha mãe me dizendo “e agora?”, mas enfim, juntamos aquela gataradinha, menos o gato preto maiorzinho, pois era muito arisco e não deixávamos chegar perto dele.

Conseguimos fazer os filhotes aprenderem a comer, e anunciamos a doação deles no jornal em que o meu pai trabalha. Um a um, fomos dando os filhotes para suas novas famílias. Mas o gatinho preto maior não teve jeito, era muito arisco e não conseguíamos chegar perto dele, era muito rápido e esperto. Entrava pela porta dos fundos, comia a ração dos nossos gatos rapidamente e fugia, mas não saia de perto da nossa casa.

Com o tempo fomos amançando o gatinho, até que se tornou de casa. Descobrimos que era uma gatinha, era muito esperta e ligeira, mas não cresceu muito, ficou bem menor do que os outros gatos que tínhamos, talvez, devido à desnutrição que sofreu até chegar em nossa casa. Perto da Tika então (que era sua melhor amiga), ficava minúscula, pois a Tika era uma gata enorme já para os padrões de gato.

Primeiramente, nós a chamamos de “Lambis”, que derivou de Lambisgóia. Sim, ela era uma lambisgóiazinha! porque era muito geniosa e era difícil pegá-la pra dar remédio, pentear, na hora que a gente ia dormir e colocar os gatos pra dentro ela resolvia que queria dar passeios pela rua… Mas um tempo depois deixou de ser Lambis para ser Pretice. Seu nível de Lambisgoíce diminuiu muito com o passar do tempo. Acho que era rebeldia de adolescência.

Algum tempo depois, Pretice entrou no cio e ficou prenhe, e logo em seguida foi atropelada, e ficou com uma das perninhas traseiras quebrada, mas sem nenhum ferimento aparente. Imobilizamos do jeito que conseguimos, e fizemos uma caminha especial para ela, com toalhas e cobertores, em um dos sofás da sala. Só que ela insistia em ficar no sofá maior, e os panos dela ficavam no outro sofá (que usávamos menos),e não teve jeito de ela ficar lá. Ela queria estar perto da gente, e lá era onde nós ficávamos.

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Pretice e Lilika, sua primeira filhotinha! Pretice é tão pequena, que Lilika ainda filhote já quase alcançava o tamanho da mãe!

 

Transferimos os panos dela para o outro sofá e lá ela ficou. Com a perna quebrada e prenhe. Ficamos pensando se ela iria resistir à gravidez e à perna machucada, ainda mais que era uma gata muito pequenininha para aguentar uma gravidez. Mas resistiu, e teve seus filhotes ali… no sofá. Se não me engano ela teve 2 filhotes, mas sobreviveu só a Lilika, que também acabei ficando. E nos apegamos tanto à ela que, quando nasceram os filhotes, ficamos todos babando, como se fossem bebês de verdade.

Já fazem uns 5 anos que ela foi adotada por nós, e desde lá ela é muito companheira do meu pai, esperta, mas muito passeadeira. Tanto que foi atropelada grávida, e no ano passado, novamente foi machucada na cabeça. Não foi um atropelamento, foi alguém que deu uma paulada na cabeça dela. Seu olhinho esquerdo saltou da cabeça e não tivemos como recuperar.  Agora ela tem apenas um olho.

A Pretice nos cativou, com seu jeito “sapeca” de ser. Muito brincalhona, inteligente, e responsável com seus filhotes. Ela mora com meu pai (pois é mega apegada à ele), junto com a gata Teka. Nós ficamos com ela sem querer, não era nossa intenção ter mais um gato na época. Mas não sei dizer se aquele atropelamento foi um golpe de sorte ou azar, pois foi por esse motivo que não tivemos coragem de doá-la. Gatinha de Sorte!

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Tika dos Olhos cor de Mel

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Tika e seus lindos olhos cor de mel.

No mesmo ano que juntei o gato Tiko do lixo, no segundo semestre adotei uma princesa. A minha princesa de cauda longa e olhos cor de Mel, a Tika.

Eu estudava à tarde e fazia cursinho à noite na época, minha cabeça bombava de tanto estudar, mal tinha tempo de passar um tempinho com meus três gatos (Teka, Mimi e Tiko). Meu pai sempre me buscava depois das 23h no cursinho, eu chegava morta de cansada em casa, querendo minha cama e nada mais.

Minha casa era em um bairro de classe média, um dos bairros que eu julgo um dos mais bonitos de Pato Branco (PR), pois cada esquina tem um pequeno bosque, e entre um quarteirão e outro, há uma quadra inteira com bosques cheios de árvores, balanços e campos de futebol. A minha casa era de esquina, e na frente dela havia um bosque enorme, cheio de ipês, eucalípitos, amoreiras e abacateiros, e abaixo da minha casa, antes da rua que fazia esquina com a minha rua, também havia um bosque com pessegueiros, pitangueiras e outras árvores. Atravessando a rua deste bosque, havia um outro bosque, que acompanhava a rua inteira, inteligando todas as ruas perpendiculares à ela.

Quando meu pai me buscava do cursinho, ele vinha por esta rua de baixo da minha casa, e virava a esquina da nossa rua e estacionava na garagem. Devido à grande quantidade de àrvores, era amedrontador mergulhar os olhos para dentro dos bosques. Era tudo muito escuro, e a luz dos postes não alcançava muitos metros adentro dos árvores.

Certa noite, na minha jornada pós-cursinho, vi de relance num bosque dois pequenos pontos brilhantes, que refletiram a luz dos faróis do carro. Imaginei que fosse algum bichinho qualquer, há gambás, preás e outros pequenos mamíferos nesses bosques dos quais falei. Quando desembarquei do carro, ouvi um miado de longe. Aí o faro da “maria-junta-gato” entrou em ação. Falei pro meu pai: “Pai, você tá ouvindo um miado de filhotinho?”, ele respondeu que não, que devia ser um dos nossos gatos, pois eles sempre miavam na porta quando nós chegávamos em casa. Mas o que eu tinha ouvido era um miado diferente dos miados de nossos três gatos, que eram adultos. O que ouvi foi um filhotinho chamando sua mãe.

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